É errado utilizar as pílulas da inteligência para trabalhar melhor?

Conforme o mercado de pílulas da inteligência aumenta, como o suplemento NeuroFuse, que tomou conta do Vale do Silício e de outras empresas inovadoras, uma questão vem à tona: “Será que a ambição e a vontade de vencer estão indo longe demais?”

CAMBRIDGE – Pesquisas científicas sobre os aspectos cognitivos têm aumentado rapidamente. Sendo assim, um número crescente de empresários descobre a nova classe de pílulas da inteligência: legalizadas, eficazes, seguras e que auxiliam na concentração, foco, absorção e energia.

A “droga dos concurseiros” é o nome do comprimido que necessita de prescrição médica e está sendo utilizado de forma indevida, perigosa e ilegal. No entanto, uma nova classe de pílulas chamada “nootrópicos” oferece uma alternativa acessível, segura, legal e eficaz. Marcas famosas como Neurofuse estão disponibilizando-as na internet, oferecendo testes gratuitos aos interessados.

Conforme o acesso a estes suplementos legais e seguros fica cada vez mais fácil, até mesmo os reguladores, cuja função é manter uma concorrência leal, estão avaliando se é necessário implementar novas regras para sua proibição, apesar de serem seguras e legais.

Fictional smart drugs like the one featured in Limitless have helped bring attention to real smart drugs which are increasingly popular.

As fictícias drogas da inteligência, como apresentadas no filme Sem Limites, têm despertado a curiosidade sobre as pílulas reais que estão cada vez mais populares.

Certos setores como o comércio, dependem de comerciantes mentalmente habilidosos, perspicazes e  funcionais. As pílulas da inteligência podem ajudar a melhorar a energia, foco, memória e muito mais.

“A questão não é se é seguro, mas se pode ser criado um ambiente inerentemente injusto em termos de concorrência; utilizar suplementos para estimular o cérebro pode resultar em uma vantagem desleal”, disse  uma autoridade reguladora que preferiu manter-se anônima.

Smart Pills are increasingly becoming an object of scientific research from prestigious journals.

As pílulas da inteligência estão tornando-se cada vez mais um objeto de pesquisa cientifica em revistas renomadas.

Atualmente, a pílula mais popular é a Neurofuse; ela contém um ingrediente chamado de Rhodiola Rosea. Foi cientificamente comprovado que este componente melhora os resultados dos testes em até 8% quando ingerido durante os estudos, de acordo com uma pesquisa publicada no Journal of Phytomedicine.

Os empreendedores adoram estas pílulas de inteligência por suas vantagens no trabalho. Muito foi divulgado sobre o assunto, em locais como CNN, Huffington Post, e CNBC investigando as pílulas da inteligência e seu impacto.

Os principais executivos do mundo da tecnologia utilizam nootrópicos. O sr. Richard Branson, empresário britânico e fundador do Grupo Virgin, envolveu-se em uma campanha de marketing em 2011 para o filme “Sem Limites”, estrelado por Bradley Cooper.

Embora o anúncio possa ser visto como uma campanha publicitária para um filme e nada além disso, é intrigante a questão levantada: se Branson utiliza ou não as pílulas da inteligência.

“Atletas profissionais também consomem tais ‘potenciadores de rendimento’”, comentou um CEO, ressaltando que não são simplesmente pílulas mágicas e seus efeitos são proporcionais ao potencial de cada um. “As pílulas fazem com que o normal fique ótimo e o ótimo fique magnífico”, completou.

“Isto é o que preocupa nossa bússola ética: tais pílulas oferecem mais vantagens a empresários e empresas”, comentou uma autoridade reguladora.

Os criadores de Neurofuse não veêm isso como um problema: “Achamos normal ingerir suplementos para ajudar no crescimento muscular. Portanto, não deveria haver um tabu contra o uso de suplementos para melhorar o nosso cérebro”.

Com o desenvolvimento científico contínuo das “drogas da inteligência” e sua crescente popularidade, será que as indústrias específicas irão investir no comércio, na fase de testes, etc, assim como a NCAA [Associação Atlética Universitária Nacional] faz por seus atletas?

“Não dá para saber, mas não me surpreenderia”, comentou uma autoridade reguladora.

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